[GER-BI] 19.1 – Apostila

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

1) Ciclo da Água:

Neste ciclo, a água evaporada dos mares, rios e lagos, forma as nuvens. Depois de condensadas, ocorre a precipitação sob a forma de chuva ou neve, voltando à superfície terrestre. Na superfície, compõe novamente os cursos d’água e pode ser utilizada pelos seres vivos, voltando ao ciclo através da transpiração, respiração, fezes e urina.

 

2) Ciclo do Carbono:

O carbono, presente nas moléculas do gás carbônico (CO2), é utilizado pelas plantas e demais seres autótrofos durante o processo de fotossíntese para a produção de matéria orgâ­nica, que continuamente é assimilado pelos seres vivos nas cadeias alimentares. Quando sofre o processo de oxidação, através da respiração celular, novas moléculas de CO2 são liberadas na atmosfera, podendo ser novamente capturados para a realização de fotossíntese.

Além da respiração celular, a decomposição dessas matérias orgânicas e a queima de combustíveis fósseis também libe­ram CO2 no ambiente, o que pode ser prejudicial quando em excesso, por potencializar o chamado efeito estufa.

 

3) Ciclo do Oxigênio:

O processo de fotossíntese libera o oxigênio para a atmos­fera, onde parte é utilizada pelos seres vivos, enquanto outra parte sofre a ação dos raios ultravioletas e são trans­formados em ozônio.

 

4) Ciclo do Nitrogênio:

Apesar da grande maioria da atmosfera ser composta pelo nitrogênio, a forma gasosa é pouco utilizada pelos seres vivos.

Os animais, consumidores, não conseguem fabricar subs­tâncias orgânicas nitrogenadas, por isso precisam ingeri-las através de alimentos. Já os vegetais, que são os produtores, sintetizam esses compostos utilizando substâncias da fotos­síntese e nutrientes nitrogenados presentes no solo (como nitratos e amônia), graças a ação de decompositores que transforma a matéria orgânica morta em nutrientes aprovei­táveis pelas plantas.

Para que isso ocorra é preciso que ocorram quatro etapas: a primeira delas é a amonização, onde a uréia, ácido úrico e toda a matéria orgânica morta presentes no solo são trans­formadas em amônia, com auxílio de bactérias e fungos decompositores. Em seguida, a nitrificação, que transforma a amônia em nitrato (passando pela etapa de nitrito e depois em nitrato). A etapa seguinte é chamada de desnitrificação, que paralelamente, transforma parte da amônia em nitrogê­nio atmosférico. Por fim, ocorre a fixação, onde o nitrogênio é fixado pelos vegetais com o auxílio de bactérias.

Obs.: Plantas leguminosas associam-se às bactérias Rhizobium que vivem em nódulos em suas raízes, as quais fazem o processo de fixação de nitrogênio, em uma relação de simbiose. Em função dessa característica, é recomendada a rotação de culturas, em monoculturas, com o uso de leguminosas, justamente para se recompor o solo com nitrogênio.

 

[GER-BI] 18.1 – Apostila

INTERAÇÕES ECOLÓGICAS

As associações entre os seres vivos podem ser classificadas em harmônicas (sem nenhum prejuízo para nenhuma das espécies) ou desarmônicas (quando pelo menos uma das espécies é prejudicada).

 

1) Relações Harmônicas Intraespecíficas:

Ocorrem entre indivíduos de mesma espécie, e podem ser do tipo:

a) Colônias

Animais permanecem grudados uns aos outros após reprodução assexuada por brotamento. Ex.: corais.

 

b) Sociedade:

Populações formadas por indivíduos isolados que se associam com a divisão de trabalho em castas sociais. Ex.: formigas, abelhas, macacos.

 

2) Relações Harmônicas Interespecíficas:

Ocorrem entre espécies diferentes. Podem ser:

a) Mutualismo

Quando ambas as espécies se beneficiam. Ex.: plantas leguminosas e bactérias fixadoras de nitrogênio, micorrizas, líquens, cupins e protozoários, mamíferos rumi­nantes e protozoários.

 

b) Protocooperação

Quando ambas as espécies se associam, mas não é indispensável à sobrevivência delas. Ex.: carangue­jo eremita e anêmona, gado e anu, pássaro palito e crocodilo.

 

c) Comensalismo

Quando um animal comensal se alimen­ta dos restos alimentares de outros, sem prejudica-lo. Ex.: rêmoras e tubarões.

 

d) Inquilinismo

Quando vivem sobre os outros ou dentro de outros organismos, sem prejudica-los. Ex.: plantas epífitas (orquídeas, bromélias).

 

3) Relações Desarmônicas Intraespecíficas:

Relação de organismos de mesma espécie onde há o prejuí­zo de pelo menos um deles. Podem ser:

a) Competição

Seres da mesma espécie ocupam o mesmo ni­cho ecológico e competem por alimento, espaço, etc. Ex.: leões.

b) Canibalismo

Animais comem os de sua própria espécie, geralmente quando há superpopulação. Ex.: ratos.

 

4) Relações Desarmônicas Interespecíficas:

Organismos diferentes se relacionam com prejuízo pelo menos para uma das espécies envolvidas. Podem ser:

a) Parasitismo

Organismo se alimenta de outro ser vivo, e geralmente é menor que a presa e específico, vivendo em apenas um tipo de hospedeiro. Ex.: nematoides e homem, bactérias e insetos.

 

b) Predatismo

Um animal mata sua presa para se alimentar. Geralmente é maior que sua presa. Ex.: baleia e peixes.

 

c) Competição

Ocorre quando duas ou mais espécies sobre­põem seus nichos ecológicos, a ponto de competirem entre si. Ex.: homem e ratos.

 

d) Amensalismo/Antibiose

É um caso forte de competição, onde uma espécie inibe o desenvolvimento da outra. Ex.: algas que provocam a maré vermelha e matam peixes.

 

e) Esclavagismo

Quando a exploração do trabalho de outras espécies. Ex.: chupim

[GER-BI] 17.1 – Apostila

FLUXO DE ALIMENTOS

Em todo ambiente, a fonte primária de energia é o Sol, que fornece condições necessárias para a realização da fotos­síntese, onde a energia luminosa é convertida em alimento pelos produtores.

São os produtores que iniciam a cadeia alimentar. A partir deles, surgem os heterótrofos, que são os consumidores. Quando se alimentam diretamente dos produtores, são denominados consumidores primários. Os que se alimento deles são chamados de consumidores secundários, e assim sucessivamente.

Tanto produtores como consumidores, quando mortes, sofrem a ação de decompositores (bactérias e fungos), que são responsáveis pela reciclagem da matéria orgânica. Assim, cada um dos componentes dessa cadeia alimentar ocupa o chamado nível trófico, sendo que os produtores ocupam o 1º nível, os consumidores primários o 2º nível, os consumidores secundários o 3º nível, e assim por diante. Importante lembrar que os consumidores podem ocupar diferentes níveis, poden­do ser consumidor primário e secundário, por exemplo.

 

1) Teia Alimentar:

A partir do momento que uma cadeia alimentar se inter-relaciona com outras, tem-se a formação das chamadas teias alimentares. A extinção de uma ou algumas espécies dessas teias causa o chamado desequilíbrio ecológico.

[GER-BI] 16.1 – Apostila

ECOLOGIA E ORGANIZAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS

Ecologia é a ciência que estuda a relação entre os seres vivos e o meio ambiente. Para esse estudo, algumas definições são importantes. Todos os seres vivos do sistema são formados por átomos, que se organizam em moléculas para formar as células que se reúnem em tecidos, formando órgãos que compõem os sistemas do organismo.

Quando se estuda as relações entre organismos da mesma espécie, estuda-se uma população. A região em que uma espécie é encontrada é chamada de habitat. Toda a atividade de uma espécie é referente ao nicho ecoló­gico que ela ocupa.

O conjunto de populações de espécies diferentes que vivem na mesma região e interagem é chamado de comunidade. Ao se estudar a comunidade e todos os fatores ambientais a que se sujeita, fala-se em ecossistema. Compreendendo esse ecossistema, há a fatores abióticos e bióticos.

Os biomas são ecossistemas terrestres típicos, encontrados em várias regiões do planeta, apresentando plantas e animais característicos, bem como áreas climáticas definidas. A união de todos os ecossistemas compõe a biosfera.

Em resumo, podemos organizar da seguinte maneira:

Átomos → Moléculas → Células → Tecidos → Órgãos → Organismo → População → Comunidade → Ecossistema → Bioma → Biosfera

 

1) Fatores Abióticos: 

Consistem nos fatores químicos e físicos do ambiente, os quais agem sobre os seres vivos, controlando e limitando sua ocorrência. Como exemplo, a temperatura, umidade, lumino­sidade, vento e o solo. De maneira geral, nas regiões tropicais, com temperatura e umidade elevadas, a biodiversidade é maior, pois possibilita o desenvolvimento de grandes florestas.

O vento é importante fator por alterar as temperaturas e umidade do ar, além de atuarem como agentes polinizado­res de plantas. O solo, com sua constituição físico-química também é importante como local de fixação e extração de nutrientes das plantas.

[GER-BI] 15.1 – Apostila

GENÉTICA

Todo ser vivo possui em sua constituição básica o material genético, que é composto de DNA e RNA. Essas moléculas são constituídas por um grupo fosfato, uma pentose e uma base nitrogenada.

É o material genético o responsável por carregar todas as in­formações da constituição e funcionamento do indivíduo, como se fosse uma “receita de bolo”. O DNA, mantém-se presente em todas as células através do processo de autodu­plicação, que ocorre sempre que uma célula se divide para formar novas células.

Além disso, a manutenção da vida também tem papel impor­tante e fundamental desse material genético, já que é a partir dele que se forma o RNA, que auxilia na síntese de proteínas. Esse processo é chamado de transcrição e tradução do códi­go genético, e pode ser resumido no quadro abaixo:

DNA → Transcrição → RNAm → Tradução → Proteínas

O processo de divisão celular pode envolver duas situações: formação de células constituintes do organismo (células somáticas) e formação de células reprodutoras (gametas). Quando a divisão visa a formação de células somáticas, ocor­re a MITOSE, que é uma divisão equacional (2n = 2n). Quando há formação de gametas, ocorre a MEIOSE, divisão reducional (2n = n).

 

1) Transgênicos:

Os transgênicos, também chamados de organismos gene­ticamente modificados (OGMs), são aqueles que tiveram inseridos em seu material genético, genes que não são seus, ou seja, genes de outras espécies. A intenção é que se produ­za determinada característica específica, como por exemplo, milhos resistentes a determinado inseto.

O problema principal é que ainda não se sabe ao certo o efeito desse tipo de alimento e/ou produto na saúde humana e no meio ambiente. Há indícios de que eles sejam prejudiciais.

 

2) Células Tronco:

São células indiferenciadas, presentes no organismo em regiões específicas, podendo ser em tecidos maduros ou em células embrionárias. Como carregam toda a informação genética do indivíduo, podem manifestar determinadas características quando estimuladas. Os estudos estão sendo feitos para se tentar descobrir o mecanismo que rege essa ativação e diferencias essas células em um tecido específico, para aí sim se conseguir uma aplicação médica.

Os estudos de genética surgem com experiências simples, desenvolvidas com o cruzamento de vegetais, em especial, as ervilhas de Mendel. Através de seus estudos, o monge enun­ciou a chamada Primeira Lei de Mendel, que diz que “cada ca­ráter é determinado por um par de fatores que se segregam na formação dos gametas”. Note que nesse período, não se sabia absolutamente nada de genética, atribuindo-se a palavra “caráter” para o que hoje sabemos se tratar dos genes.

Mendel percebeu que ervilhas verdes, quando cruzadas com amarelas, a cor amarela “dominava” a cor verde. Chamou o caráter cor amarela da semente de dominante e o verde de recessivo. Posteriormente, cruzando essa segunda geração de ervilhas, observou que a cor verde voltava a manifestar.

 

3) Sistema ABO:

Grupos sanguíneos são determinado por proteínas presentes no plasma ou nas hemácias. É em função dessas proteínas que as transfusões são realizadas (relações antígeno/anticor­po), conforme o quadro abaixo:

Grupo Sanguíneo Aglutinogênio nas hemácias (antígenos) Aglutinina no plasma (anticorpos)
A A anti-B
B B anti-A
AB A e B
O anti-A e anti-B

Assim, as doações sanguíneas respeitam a seguinte ordem:

Os grupos do sistema ABO são determinados por uma série de 3 alelos, IA, IB e i onde: IA = IB > i

Gene IA determina a produção do aglutinogênio A.
Gene IB determina a produção do aglutinogênio B.
Gene i determina a não produção de aglutinogênios.

Fenótipo Genótipo
Tipo A IAIA ou IAi
Tipo B IBIB ou IBi
Tipo AB IAIB
Tipo O ii

 

4) Sistema Rh:

O fator Rh é uma proteína encontrada nas hemácias que pode agir como antígeno se for inserida em indivíduos que não a possui, assim, os indivíduos Rh+ são aqueles que pos­suem a proteína, enquanto que os Rh não a possuem.

Fenótipo Genótipo
Rh+ RR ou Rr
Rh- rr

Com base nessa relação, as doações sanguíneas ocorrem de Rh para Rh+.

[GER-BI] 14.1 – Apostila

DSTs

Apesar de existirem métodos anticoncepcionais, é importan­te se atentar que eles nem sempre impedem o contágio das doenças sexualmente transmissíveis, chamadas de DSTs. Elas são transmitidas basicamente pelo contato sexual des­protegido (sem o uso de camisinha) com uma pessoa infec­tada, manifestando sob várias formas, que variam de feridas, verrugas, corrimentos e, em casos mais graves, podem levar a morte. No caso das mulheres, quando grávidas, podem infectar o bebê, provocando aborto espontâneo e até mesmo causar lesões graves e irreversíveis ao feto.

Outra forma de transmissão dessas doenças é através de transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.

Dentre as DSTs, destacam-se:

1) AIDS:

Síndrome da imunodeficiência adquirida, é cau­sada pelo vírus HIV, que afeta o sistema imunológico da pes­soa, deixando-a desprotegida contra qualquer agente. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV desenvolvem a doença, mas o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do ato sexual despro­tegido, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos. Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas.

 

2) Cancro Mole:

Ferida dolorosa que compromete princi­palmente os órgãos sexuais, podendo também manifestar nos lábios, língua e garganta.

 

3) HPV:

Doença também causada por vírus, gerando lesões sob a forma de verrugas, principalmente nos órgãos genitais.

 

4) Gonorréia:

Doença bacteriana, gerando corrimento pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher.

 

5) Sífilis:

Doença também bacteriana que afeta todo o organismo, variando o grau de manifestação, desde lesões ulcerosas até cegueira, paralisia e danos cerebrais.

 

6) Clamídia:

DST muito comum e apresenta sintomas pare­cidos com os da gonorréia, como, por exemplo, corrimento e dor ao urinar. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção e problemas durante a gravidez.

 

7) Candidíase:

Doença causada por fungo, causando coceira, ardor e corrimento esbranquiçado.

 

8) Herpes Genital:

Pequenas bolhas localizadas na parte externa da vagina e do pênis. Ao serem coçadas, podem ser rompidas, causando uma ferida.

 

9) Hepatite B:

Infecção viral que acomete o funcionamento do fígado.

 

DROGAS

Por definição, droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. Elas podem ser obtidas através do princípio ativo de plantas, animais e até minerais. Também podem ser sintetizadas em laboratório, de maneira artificial. Os efeitos podem ser variados, servindo como analgésicos, estimulan­tes, alucinógenos e tranquilizantes.

As chamadas drogas psicotrópicas afetam o sistema nervoso central, modificando as atividades psíquicas e o comporta­mento, e podem ser administradas por injeção, inalação ou via oral. Remédios, por exemplo, são considerados drogas, e seu uso indevido ou excessivo pode provocar efeitos que vão além do tratamento de males e doenças.

Cigarros e bebidas alcoólicas também são drogas, embora seu uso não seja proibido por lei – mesmo podendo pro­vocar muitos danos ao organismo e também à sociedade. Assim, como disse o médico e físico do século XVI, Para Cel­so, “a diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem”. Hoje, o grande problema, tratado por alguns como uma verdadeira epidemia, é uso das drogas ilícitas, como a maconha, crack, heroína e ecstasy.

[GER-BI] 13.1 – Apostila

SISTEMA GENITAL

O sistema genital divide-se em masculino e feminino, e são dependentes da herança cromossômica XX (mulher) ou XY (homem). Nos homens desenvolvem-se os testículos e o pê­nis, enquanto que nas mulheres desenvolvem-se os ovários e a vagina.

 

1) Aparelho Genital Masculino:

Os testículos têm como principal função a produção dos espermatozoides, e ficam externamente ao corpo, envoltos pelo saco escrotal, que tem esse posicionamento para manter a temperatura adequada à fertilidade. A medida que os espermatozoides são produzidos nos canais seminíferos, são conduzidos para o epidídimo para o armazenamento. De lá seguem para os canais deferentes, passando pela próstata e formado o duto ejaculador, que recebe secreções das vesícu­las seminais. Por fim, desembocam na uretra (que é o canal em comum também ao sistema urinário).

O sêmen é formado na ejaculação, justamente pela mistura das secreções das vesículas seminais (rica em frutose para nutrir os espermatozoides), próstata (de caráter alcalino para neutralizar o pH em contado com a vagina) e glândulas mucosas. Para que ocorra a ejaculação, o pênis é estimulado até ficar ereto, graças ao fluxo de sangue para dentro do corpo cavernoso.

 

2) Aparelho Genital Feminino:

Os ovários se ligam ao útero através das trompas uterinas. O canal entre a abertura externa e o útero é a vagina. Ao contrário dos homens, o sistema urinário é independente, não se conectando ao genital.

Na fase embrionária a mulher começa a produzir os folículos primários em seus ovários, que maturam e geram o ovócito. Quando nasce, esses folículos são cerca de 600.000, mas ao longo da vida vão regredindo até que, chegando a puberda­de, apresentam metade desse total. Em cada ciclo menstrual, as mulheres eliminam um ovócito de cada vez, intercalando cada um dos ovários, sendo um total de 450 a 500 ao todo, até que atinja a menopausa.

A maturação do folículo ocorre pelo hormônio folículo esti­mulante (FSH), que atua sobre o ovário que, quando pronto, se rompe e libera o ovócito, ocorrendo a ovulação. A medida que o ovócito vai amadurecendo, o útero, ditado por ações hormonais, vai produzindo nova camada de endométrio, preparando-se para possível gravidez.

O ciclo menstrual, que dura cerca de 28 dias, se inicia no 1º dia da menstruação. Esta é a fase que ocorre o despren­dimento do endométrio que reveste o útero. A ovulação ocorrerá sempre na metade desse ciclo, ou seja, no 14º dia. Esse ovócito vive entre 24 e 48 horas e, podendo ser fecun­dado nas trompas. Caso não ocorra a fecundação do ovócito, o endométrio sofre nova descamação e inicia-se a menstrua­ção, promovendo novo ciclo.

Ocorrendo a fecundação, o zigoto/ovo formado é conduzido até o útero, fixando-se ao endométrio (nidação), e formando a placenta, que é o tecido comum do embrião e do útero. Depois de 9 meses, o trabalho de parto começa graças a ação da ocitocina, que promove contrações uterinas.

Métodos anticoncepcionais:são medicamentos, dispositivos ou maneiras que podem ser empregadas para que se evite a gravidez. Eles podem ser reversíveis (camisinha, pílulas, DIU) ou irreversíveis (vasectomia e ligação das trompas uterinas).

[GER-BI] 12.1 – Apostila

SISTEMA LOCOMOTOR E TEGUMENTAR

Formado pelos ossos (esquelético) e músculos (muscular), tem a função de sustentação e movimentação do corpo.

Paralelamente, auxiliando essas estruturas, há os tendões e ligamentos, que conectam os músculos aos ossos. Os músculos podem ser de três tipos: liso (encontrado na parede de órgãos ocos, e apresenta contração involuntá­ria), estriado cardíaco (miocárdio, músculo do coração, e também de contração involuntária) e estriado esquelético (constitui a maior parte do nosso organismo e são responsá­veis pelas contrações e movimentos voluntários do corpo). A parte esquelética, formada pelos ossos, possui em suas extre­midades cartilagens, que impedem o atrito e desgaste dos os­sos. Além de sustentação e movimentação, também servem para a produção de células sanguíneas (medula óssea).

Os movimentos são resultados da contração muscular, asso­ciada ao deslocamento esquelético.

O que é cãibra?

Após a realização de intenso esforço físico, os músculos podem sofrer contrações musculares súbitas, involuntárias e muito doloridas, geralmente causadas pelo excesso de ácido lático, que é produzido pelo músculo.

O sistema tegumentar, por sua vez, tem como principal função cobrir o corpo, através da pele, protegendo-o do ambiente externo e dos possíveis danos que este pode causar ao organismo. Essa proteção possibilita a proteção do corpo contra o meio ambiente, abrasões, perda de líquido, substân­cias nocivas e microrganismos invasores, além da regulação da temperatura corporal (através das glândulas sudoríparas e tecido adiposo) e percepção do ambiente externo através de suas terminações sensitivas.

A pele é formada por uma camada superficial (epiderme) que produz o pigmento melanina, uma mediana (derme) e uma mais inferior (hipoderme). A hipoderme. é extrema­mente rica em tecido adiposo (gordura), desempenhando importante papel da regulação da temperatura corpórea e reserva energética.

Anexas a esse sistema, têm-se as glândulas sudoríparas (produzem o calor para a regulação térmica do corpo), glândulas sebáceas (sintetizam gordura que impermeabiliza a pele e lubrifica os pelos), pelos (proteção e função termo regulatória com o fechamento dos poros) e unhas (proteção e atração).

[GER-BI] 11.1 – Apostila

SISTEMA ENDÓCRINO

Este sistema atua juntamente com o sistema nervoso, pro­duzindo hormônios. Esses hormônios são substâncias que atuam em todo o corpo, em pequenas quantidades, regu­lando e controlando diversas funções do organismo (cresci­mento de tecidos, equilíbrio hídrico do corpo, reprodução e metabolismo de carboidratos).

Os hormônios são produzidos nas glândulas endócrinas, cuja principal característica é a liberação dessas substâncias no interior dos vasos sanguíneos, o que garante o transpor­te dos mesmos para todo o corpo, atingindo os chamados órgãos alvos.

Nesses órgãos eles atuam estimulando ou inibindo funções metabólicas, através do chamado efeito feedback, ou seja, há uma reação positiva ao estímulo que desencadeia na produ­ção e liberação do hormônio, cuja presença acaba por inibir o estímulo inicial de sua produção.

Dentre todas as glândulas endócrinas, destacam-se a hipófi­se, pineal, tireoide, paratireoides, suprarrenais, pâncreas, ovários (mulheres) e testículos (homens).

 

1) Hipófise:

Também chamada de glândula mestra, localiza-se no encéfa­lo e é dividida em:

a) Neuro-hipófise

Responsável pela produção de ocitocina, que realiza as contrações do útero no momento do parto (parto), estimula a secreção do leite (glândulas mamárias). Outro hormônio importante produzido por essa região da glândula é o antidiurético (ADH), responsável pela reabsor­ção de água nos rins.

b) Adeno-hipófise

Secreta somatotrofina (GH), responsável pelo crescimento, assim como o hormônio folículo estimu­lante (FSH), que amadurece os folículos e libera estrogênio (ovários) e testosterona (testículos). O hormônio luteinizante (LH), responsável pela estimulação da ovulação nas mulhe­res e produção de testosterona nos homens, a prolactina que atua na produção do leite e o hormônio tireotrófico (TSH) que atua na tireóide, também são produzidos nessa área.

 

2) Tireóide:

Localizada na região frontal do pescoço, produz os hormô­nios tiroxina (T4) e triidoxina (T3), que atuam regulando o metabolismo celular, assim como a calcitonina, que regula a concentração de cálcio, elemento importante para a contra­ção muscular.

O excesso desses hormônios pode desencadear o hiperti­roidismo, que aumenta o metabolismo, levando a sintomas como perda de peso, aumento de apetite, agitação e taqui­cardia. Já a falta, pode resultar no hipotireoidismo, com a redução do metabolismo, levando a consequências como ganho de peso, cansaço e disfunções intestinais.

⇒ Bócio: doença que causa o aumento da glândula tireóide pela deficiência de produção T3/T4, que pode ser suprido com a simples adição de iodo aos alimentos.

 

3) Paratireóide:

Localiza-se na parte posterior da tireóide, em quatro pequenas glândulas. Sua principal secreção é do parator­mônio (PTH), que atua na regulação da concentração de cálcio no organismo.

 

4) Suprarrenais/Adrenais:

Localizam-se sobre os rins, e são divididas em uma porção externa (córtex) e uma interna (medula). Os hormônios secretados pelo córtex adrenal são derivados do colesterol (esteróides), principalmente o cortisol, que regula a permea­bilidade dos capilares sanguíneos e o aldesterona, atuante nos rins, aumentado a absorção de sais durante o processo de filtração do sangue. Os hormônios secretados pela medu­la adrenal são dois.

A adrenalina, que prepara o organismo para situações de perigo ou estresse, aumenta os batimentos cardíacos e a pres­são arterial, preparando o indivíduo para uma reação rápida. Já a noradrenalina controla a pressão sanguínea do corpo, mantendo-a em níveis constantes.

 

5) Pâncreas:

Chamado de glândula mista, justamente por exercer uma função exócrina (sistema digestório) e endócrina. Localiza-se na região abdominal. Sua porção endócrina é realizada por um conjunto de células especializadas chamadas ilhotas de Langerhans.

Essas células produzem os hormônios insulina e gluca­gon, que possuem efeitos antagônicos. Enquanto a insulina estimula a absorção da glicose presente no sangue e o seu armazenamento no fígado, (sob a forma de glicogênio), o glucagon promove o aumento da concentração de glicose no sangue e a quebra deste glicogênio quando os níveis de açúcar estão baixos. A má produção de insulina pode desen­cadear a doença diabetes.

 

6) Ovários:

Presentes na cavidade abdominal das mulheres, são os res­ponsáveis pelos hormônios sexuais femininos. O estrógeno, que dita o ciclo menstrual e desenvolvimento características sexuais secundárias (seios, acúmulo de gordura), e progeste­rona, que desencadeia alterações necessárias para a manu­tenção da gravidez e a formação do endométrio.

 

7) Testículos:

Localizam-se na bolsa escrotal dos homens, e são responsáveis pela produção do hormônio sexual masculino, testosterona, que promove o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas (voz grossa, barba, musculatura).

[GER-BI] 20.1 – Apostila

POLUIÇÃO

Por definição, poluição é uma alteração ecológica provocada pela liberação de resíduos derivados da atividade humana. O crescimento exponencial da espécie humana, e consequente exploração de novos ambientes e utilização dos recursos naturais, trouxe efeitos significativos no planeta, principal­mente a partir da Revolução Industrial, no século XVIII. São vários os tipos de poluição que afetam o planeta:

1) Poluição Atmosférica:

A poluição atmosférica é ocasionada principalmente pelo efeito da queima de combustíveis fósseis, que liberam material particulado e gases tóxicos. O agravante disso é que a camada do efeito estufa, essencial à vida na Terra, está se tornando cada vez maior, elevando consideravelmente a temperatura do planeta.

Paralelamente, o fenômeno da chuva ácida também é grave, uma vez que os óxidos de nitrogênio e de enxofre, liberados na queima de combustíveis, reagem com a água atmosférica formando ácido sulfúrico, ácido sulfuroso e ácido nítrico, além do ácido carbônico. Esses se precipitam acidificando o ambiente (solo e água), além de matar árvores e danificar monumentos nas cidades.

A inversão térmica também é frequentemente observada durante o inverno. Esse fenômeno consiste da não dispersão dos poluentes devido ao ar frio que não sobre e fica rente ao solo, concentrando a poluição.

 

2) Poluição do Solo:

O solo pode ser afetado de várias maneiras, desde o desma­tamento que o expõe à erosão, até o manejo inadequado na agricultura e mineração, fazendo-o perder sua fertilidade. Uma vez exposto, a chuva carrega seus nutrientes, deixan­do-o empobrecido. Além disso, cursos d’água podem sofre assoreamento e até mesmo a eutrofização.

O processo de desertificação também é recorrente nesses ambientes, já que o solo descoberto não consegue reter água e é facilmente evaporada pela alta temperatura. As reservas profundas de água abaixo do solo, por ação da capilaridade, sobem e trazem o excesso de sais que tornam-se tóxicos para o desenvolvimento das plantas.

A própria monocultura é prejudicial pelo esgotamento do solo, o que obriga o uso de fertilizantes que são levados aos cursos d´’agua. Concomitantemente, nessas áreas que foram desmatadas, a fauna é prejudicada, e favorece-se a surgimen­to de “pragas” devido a fartura de alimento, o que faz entrar em outro ciclo vicioso e perigoso: agrotóxicos.

Por fim, o lixo, que é todo resíduo industrial, hospitalar e residencial e que carece de cuidado para que não ocorra um alto grau de contaminação ambiental. Parte dele pode ser reciclado ou reutilizado (matéria orgânica).

 

3) Poluição das Águas:

Conforme já tratado anteriormente, as principais poluições relacionadas a água dizem respeito aos processo de acidifi­cação e eutrofização. Neste último, os adubos e fertilizantes, e até mesmo o esgoto das cidades, que são despejados ou carregados pela chuva até os cursos d’água, aumentando a quantidade de matéria orgânica. Consequentemente, os decompositores aeróbicos também se elevam, diminuindo a quantidade de oxigênio na água. Com isso, cria-se uma camada espessa sobre a água, impedindo a penetração da luz solar, ocasionando a mortalidade de algas das camadas inferiores. Assim, aumenta-se ainda mais a quantidade de matéria orgânica para ser decomposta e o consumo de oxigênio desse ambiente aquático, sendo cada vez maior, é exaurido e os peixes morrem asfixiados.