[GER-HU] 1.1 – Apostila

BASES CARTOGRÁFICAS

Para compreender melhor as aulas de Ciências Humanas, principalmente a Geografia, alguns termos e conceitos cartográficos são fundamentais. Primeiramente, vamos começar pela própria definição de cartografia dada pela Associação Internacional de Cartografia, que é o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que intervêm na elaboração dos mapas a partir dos resultados das observações diretas ou da exploração da documentação, bem como da sua utilização.

Também é importante saber que a Terra possui um formato esférico (geoide) e por isso precisamos de pontos de referência para a melhor localização espacial. Para isso, foram criados os meridianos e paralelos que facilitam os nossos estudos.

⇒ Paralelos: são circunferências imaginárias que circundam o globo e são paralelas à Linha do Equador.

⇒ Meridianos: são linhas imaginárias que passam pelo Eixo Terrestre, do Polo Norte ao Polo Sul.

Através dos paralelos definimos as Zonas Climáticas da Terra, (Intertropical, Temperada e Glacial) que variam de acordo com a Latitude, que é a distância em graus da Linha do Equador, variando de 0 a 90° para o Norte ou para o Sul. Além disso, podem ser divididas em baixas (0° a 30°), médias (30° a 60°) e altas (60° a 90°). Já a Longitude, pode ser definida como a distância em graus do Meridiano de Greenwich, variando de 0 a 180° para o Leste ou Oeste.

Obs.: A Linha do Equador divide o planeta em dois hemisférios: o primeiro é o Norte ou Setentrional e o Sul ou Meridional. Já o Meridiano de Greenwich por sua vez, divide a Terra em duas porções, a Leste ou Oriental e a Oeste ou Ocidental. É importante conhecer esses termos.

Por ter um formato esférico, a luz do Sol não atinge de maneira uniforme a Terra e por isso temos os fusos-horários. O Brasil possui três fusos e o nosso horário oficial é o de Brasília, pois abrange a maior quantidade de Estados. É importante ressaltar que uma volta completa na Terra possui 360°. Logo, como o dia tem 24 horas, cada fuso possui 15°.

Já na elaboração dos mapas é importante compreender o conceito de escala, que é a relação estabelecida entre o real e a representação (mapa, carta ou planta). Pode ser numérica ou gráfica.

Exemplos:

Escala Gráfica

 

Escala Numérica

1:10.000 (Lê-se: um para dez mil)

 

Obs.: Quanto maior o denominador, menor é a escala. E é através da escala que podemos estabelecer uma noção do tamanho do mapa.

 

1) Projeções Cartográficas e Classificações:

É impossível construir uma representação em um plano sem deformações, ou seja, qualquer mapa possui uma deformação em uma determinada área. Vejamos abaixo:

a) Plana ou Azimutal: são aquelas em que a superfície de projeção é um plano, tangente à superfície. Nessa projeção, quanto mais distante do centro, maior a deformação do mapa.

 

b) Cônica: obtém-se o mapa imaginando o desenho em um cone envolvendo a esfera. Nessa projeção, as menores distorções estão em médias latitudes.

 

c) Cilíndrica: obtém-se o mapa imaginando o desenho em um cilindro tangente à superfície. As menores deformações estão em baixas latitudes (Próximas da Linha do Equador).

 

2) Projeções de Mercator e Peters:

Mercator no século XVI (Era das Grandes Navegações) foi o primeiro a representar todo o planeta em um único mapa, sendo assim muito útil aos marinheiros do período. Sua projeção representa bem as formas dos mapas, porém distorce as áreas.

Peters no século XX, durante a Guerra Fria apresentou uma projeção onde as formas dos continentes estão distorcidas (mais alongadas), porém ela permanece fiel em relação à área dos mesmos.

Observe nos dois mapas, por exemplo, a diferença da forma e da área da Groelândia.

3) Referências Cartográficas:

Para finalizar a questão da cartografia é fundamental para as provas dos vestibulinhos, conhecer as referências cartográficas para a localização e identificar todos os Estados e regiões brasileiras. Damos as referências através da Rosa dos Ventos, que é um símbolo que serve para indicar as direções no globo terrestre. É muito importante conhecer os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) e os colaterais (Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste).

Brasil Regional

O Estado brasileiro é dividido em cinco regiões de acordo com o IBGE, Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. O critério para esta divisão foi o agrupamento homogêneo das condições naturais e socioeconômicas, respeitando o limite dos Estados. É importante ressaltar que o último Estado criado foi o de Tocantins, em 1988.

 

4) Curvas de Nível:

As curvas de nível são utilizadas em cartas topográficas para o conhecimento do relevo. São linhas imaginárias que unem os pontos de igual altitude. Se estiverem muito próximas, isso demonstra uma grande inclinação do relevo. Se estiverem distantes, podemos verificar um relevo mais plano.