[GER-HU] 2.1 – Apostila

CLIMATOLOGIA

O foco principal dessa aula de climatologia é estabelecer os fatores e elementos climáticos, ou seja, aquilo que pode interferir no clima. E para isso precisamos ter bem claro a diferença entre Clima e Tempo.

 

⇒ Tempo: estado momentâneo da atmosfera. Ou seja, pode estar calor, frio, seco ou chuvoso.

⇒ Clima: é a sucessão habitual dos fenômenos atmosféricos sobre determinado ponto da superfície terrestre (Marx Sorre). Ou seja, como o tempo geralmente se comporta ao longo dos dias, meses e anos. Por exemplo, o clima de Americana em janeiro é quente e chuvoso.

 

Em seguida, precisamos compreender os fatores climáticos: altitude, latitude, maritimidade/ continentalidade, massas de ar e as formas de relevo. E também os elementos climáticos: temperatura, pressão atmosférica, ventos, umidade e precipitação. As características desses elementos e fatores determinam o clima da região. Portanto, vamos verificar essas características.

1) Elementos Climáticos:

a) Temperatura: o Sol é a nossa principal fonte de calor, e o nome disso é insolação ou radiação solar. Devido o formato da Terra ela não recebe a mesma em insolação em todos os pontos, que é maior na Linha do Equador e diminui à medida que nos dirigimos aos pólos. Quando trabalhamos temperatura, temos dois conceitos importantes para serem definidos. Um deles é a média que de forma bem simples, pode ser entendida como o meio. O outro conceito, a amplitude térmica, é a diferença entre a menor e a maior temperatura em um determinado período de tempo.

b) Pressão atmosférica: pode ser entendida como a força que o ar exerce na superfície e varia de acordo com a temperatura e altitude. Pode ficar mais fácil de entender sua variação se você pensar que é uma grandeza inversamente proporcional, ou seja, quanto maior uma variável, menor a outra.

Veja os exemplos:

⇒ quanto maior a altitude, menor a pressão

⇒ quanto maior a temperatura, menor a pressão.

 

c) Vento: é o deslocamento do ar, causado pelas diferenças de pressão. É importante lembrar que ele sempre se locomove da zona de alta para a zona de baixa pressão. (AP → BP).

Ventos alísios: são os ventos que sopram da região dos trópicos em direção a Linha do Equador. Apresentam baixas altitudes e por isso carregam umidade para a região
equatorial.

Ventos contra-alísios: são os ventos que sopram da região equatorial em direção aos trópicos. Apresentam elevadas altitudes e são considerados extremamente secos.

 

d) Umidade: a quantidade de vapor d’água presente na atmosfera é denominada umidade do ar. A umidade relativa ao ponto de saturação é de 4%. Logo, quando ouvimos falar que a umidade relativa está em 50%, por exemplo, significa que ela está a 50% do ponto de saturação. Quando a umidade relativa está em 100%, está chovendo, mas esses 100% é um valor relativo aos 4% em termos absolutos.

Precipitação atmosférica é a forma como a umidade do ar volta à superfície. E temos quatro maneiras: neve, orvalho, granizo e chuva. É importante lembrar que a geada não é uma forma de precipitação, pois é o resultado do congelamento do orvalho, que já está na superfície.

Com relação às chuvas, temos três tipos importantes que devem ser considerados:

⇒ 1° Chuvas convectivas: provocadas pelo aquecimento das massas de ar que estão em contato com a superfície (ar quente ascendente e ar frio descendente).

⇒ 2° Chuvas frontais: provocadas pelo encontro de duas massas de ar, uma quente (geralmente úmida) e uma fria (seca). No encontro, o ar quente menos denso sobe, resfriando-se e logo se condensa. Geralmente são chuvas fracas e de longa duração.

⇒ 3° Chuvas orográficas (ou de relevo): quando as nuvens formadas geralmente sobre os oceanos, são empurradas pelo vento para o continente. Ao encontrar as encostas, são obrigadas a subir e assim perdem temperatura e temos maior possibilidade de precipitação.

2) Fatores Climáticos:

a) Latitude: como a maior insolação ocorre na região equatorial, quanto maior for a distância da Linha do Equador, temos menores médias e maiores amplitudes térmicas.

 

b) Altitude: quanto maior a altitude, menor a temperatura. Lembre-se que o topo das montanhas geralmente é coberto por gelo.

 

c) Maritimidade e Continentalidade: geralmente quanto mais próximo do mar, o clima é mais úmido, pois sofre influência da maritimidade. Logo, quanto mais distante do mar, geralmente o clima é mais seco, pois sofre influência da continentalidade. É importante ressaltar que as massas de água quando aquecidas armazenam calor por mais tempo que as massas continentais. Logo, a amplitude térmica nas regiões continentais são maiores do que nas regiões litorâneas.

 

d) Massas de ar: quando o deslocamento do ar ocorre em grandes proporções, temos as chamadas massas de ar. Em locais de altas temperaturas, o ar é menos denso e, portanto temos áreas de baixa pressão. Logo temos uma área receptora de ventos – áreas ciclonais. Já em áreas de baixas temperaturas temos alta pressão, o que proporciona uma dispersão atmosférica, ou seja, uma área anticiclonal. As massas de ar podem ser quentes (Equatoriais ou tropicais) ou frias (polares) e úmidas (oceânicas) ou secas (continentais).

 

e) Correntes marítimas: são espécies de “rios” dentro dos oceanos que adquirem as características do local de origem. Por exemplo, uma corrente que se origina próximo à Antártida será fria.
Elas interferem principalmente nos climas litorâneos com relação à pluviosidade e a temperatura. Lembre-se: nos mapas as correntes quentes são indicadas por setas vermelhas e as frias por setas azuis.

 

f) Relevo: as características do relevo podem facilitar ou dificultar a entrada do ar atmosférico. Por exemplo, na América do Sul, na região do Oceano Pacífico, temos a Cordilheira dos Andes e isso certamente dificulta a passagem do ar e consequentemente a entrada de umidade para o interior desse continente.