[GER-HU] 11.1 – Apostila

HISTÓRIA DO BRASIL I

Nessa aula vamos abordar os principais assuntos desde o descobrimento do Brasil até o início do século XX. Lem­brando que os principais ciclos econômicos e escravidão já foram abordados na aula 08.

 

1) Descobrimento (séc. XVI):

A esquadra de Pedro Alvares Cabral avistou o Monte Pascoal em 22 de Abril de 1500. Nesta data comemoramos o descobrimento do Brasil. As primeiras expedições foram apenas para conhecer o território e a partir de 1530, inicia­ram a colonização. Dividiram o Brasil em quinze faixas de terras, as Capitanias Hereditárias, que foram divididas em sesmarias, formando os primeiros latifúndios, que eram grandes propriedades, monocultoras, com trabalho escravo e a produção voltada para a exportação. A esse modelo também damos o nome de plantation.

Neste contexto foi estabelecido o Pacto Colonial, onde o Brasil só poderia fazer comércio com Portugal, que era a Metrópole do Brasil. Logo os portugueses compravam os produtos brasileiros a um preço bem pequeno e vendiam com o máximo de lucro possível na Europa.

 

2) Invasões Holandesas (Séc. XVII):

O nordeste brasileiro foi invadido a primeira vez em 1624, por uma armada de 26 navios holandeses e mais de 3.000 homens que chegaram a Salvador e conquistaram rapida­mente o território. Porém, os portugueses organizaram um contra-ataque e atravessaram o Atlântico com 56 navios e 12 mil homens e reconquistaram Salvador. Foi a maior armada a atravessar o Atlântico.

Em 1630, mais uma vez os holandeses invadiram o nordeste brasileiro. Desta vez em Pernambuco, a região mais rica e com o maior número de engenhos. Os holandeses tinham quase setenta navios e aproximadamente sete mil homens. Desta vez ficaram no Brasil até 1654, quando foram expulsos pelos portugueses. Nesse tempo que passaram pelo Brasil, os holandeses aprenderam a trabalhar com os Engenhos de açúcar, e tornaram-se nossos concorrentes, derrubando os preços do açúcar e prejudicando esse ciclo econômico.

 

3) Brasil (Séc. XVIII):

Portugal passava por dificuldades financeiras. O açúcar já não dava tanto dinheiro e a sua dívida com a Inglaterra só aumentava em função do tratado de Methuen, conhecido como tratado de Panos e Vinhos. No final do século XVII, os bandeirantes paulistas encon­traram ouro em Minas Gerais e o início do século XVIII, foi marcado pela corrida do ouro, dando uma nova perspectiva econômica a Portugal.

Milhares de pessoas abandonaram Portugal na esperança de enriquecer no Brasil. A região não estava preparada para abrigar tantas pessoas e a fome era realidade. O tropeiro foi uma figura muito importante nesse período, pois transportava da região Sul do Brasil mantimentos e ani­mais. Na rota dos tropeiros surgiram varias cidades, como por exemplo, Castro e Vila Velha no Paraná. Tivemos muitas disputas na região do ouro, entre indígenas, paulistas, portugueses e também entre os que chegaram primeiro e os atrasados. Milhares de pessoas morreram. E o início do século XVIII foi marcado por inúmeros conflitos e revoltas.

Alguns impostos eram muito comuns, como o quinto, onde 20% de todo ouro encontrado deveria ser entregue à coroa portuguesa. Muito ouro saiu do Brasil para Portugal, mas era entregue à Inglaterra, já que Portugal estava endividado.

 

4) Inconfidência Mineira:

No final do século XVIII, havia bem menos ouro no Brasil e o descontentamento por parte das autoridades portuguesas, que queriam realizar a derrama. Chegavam ao Brasil os ideais iluministas, baseados na razão e no pensamento científico. Além disso, a notícia da Inde­pendência dos Estados Unidos mexeu com os ânimos de alguns revoltosos. Cerca de noventa rebeldes planejavam uma rebelião para conquistar a independência de Minas Gerais. Muitos deles haviam estudado na Europa, onde tiveram contato com os ideais iluministas.

Embora o movimento discordasse em alguns pontos, como a forma de governo a ser adotada e se iriam ou não manter a escravidão, tinham um ideal comum que era a independên­cia. Mas o movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis, para se livrar de dívidas. Os integrantes desse movimento foram presos e condenados à morte. Porém, eram pessoas influentes na cidade e forma exilados na África. Apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi condenado à forca, como um castigo exem­plar, tornando-se herói desse movimento.

 

5) Família Real no Brasil (1808):

Napoleão Bonaparte impôs um Bloqueio Continental a todas as nações europeias para que não comercializassem com a Inglaterra. Portugal não respeita esse bloqueio e seu territó­rio foi invadido pelos franceses. Mas a família real e a corte portuguesa fugiram para o Brasil, escoltados pelos ingleses. Com isso, a Inglaterra torna-se a única opção de comér­cio para o Brasil e temos o fim do Pacto Colonial. Outras mudanças foram necessárias, como a liberdade de culto aos ingleses e o fim da inquisição. O Rio de Janeiro passou a se modernizar com a família real presente e várias instituições foram criadas (como o Banco do Brasil e escolas superiores).

Porém, após a derrota de Napoleão em 1815, os portugueses passaram a exigir a volta de Dom João VI, já que Portugal estava sendo governado por um militar inglês. Dom João VI, volta para Portugal, levando todo o ouro do Banco do Brasil e D. Pedro fica como Príncipe Regente, tendo que resolver com muitos problemas.As elites não querem mais depender de Portugal e não querem de volta as antigas práticas, como o Pacto Colonial. Após várias pressões, D. Pedro viaja para São Paulo e as mar­gens do Rio Ipiranga, no dia 07 de Setembro de 1822, declara o Brasil Independente.

 

6) Dom Pedro I:

O governo de Dom Pedro foi marcado por vários conflitos, primeiro pelo reconhecimento da Independência e depois de movimentos republicanos separatistas, como a Conferência do Equador. Uma forte crise surgiu após a morte de Dom João VI, em Portugal. Dom Pedro era o herdeiro natural de Portugal, mas também Imperador do Brasil. Dom Miguel, irmão de Dom Pedro aplica um golpe de Estado e torna-se rei de Portugal.

Dom Pedro, organizou forças militares, com recursos brasileiros para enfrentar seu irmão em Portugal. Foi muito criticado aqui, por estar mais preocupado com Portugal. Alguns anos depois (1834), Dom Pedro consegue a vitória e proclama a sua filha Maria da Glória, rainha de Portugal. Dias depois ele morre vítima de tuberculose, aos 36 anos.

 

7) Período Regencial:

Nesse período tivemos uma sequência de governos provi­sórios até que Dom Pedro II atingisse a maioridade. Foi um período de fortes instabilidades e disputas, até que em 1840, anteciparam a maioridade de Dom Pedro II, que assumiu o reinado aos 15 anos. A partir de então, várias revoltas eclodiram no Brasil, como a Cabanagem, a Guerra dos Farrapos e a Balaiada.

 

8) O Império Brasileiro:

Dom Pedro II teve que conter várias revoltas e ainda con­trolar as disputas entre os conservadores e liberais. Dentro desse período, tivemos a Guerra do Paraguai, que colabo­rou para o desgaste da monarquia Brasileira. O Paraguai desenvolvia-se muito desde a sua independência em 1811 e buscava a autossuficiência. Passou a se industriali­zar a partir de 1840 e atingiu grande grau de desenvolvimento.

O exército paraguaio era muito superior ao do Brasil e da Argentina somados. E por isso, em maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai fizeram uma Tríplice Aliança. Mesmo assim, ainda tinham muitas dificuldades e mobilizaram os “voluntários da pátria” para formar o exército, além da par­ticipação de escravos que seriam libertados após a guerra. A Tríplice Aliança foi apoiada financeiramente pela Inglater­ra, que tinha interesses em não ter concorrentes na América do Sul. Logo, após a vitória, Brasil, Argentina e Uruguai ficaram com uma dívida muito grande com os ingleses. Além disso, o exército após a guerra passou a querer mais participação na política, e surgem ideais republicanos aqui no Brasil, contribuindo para o enfraquecimento do Império brasileiro.

[GER-HU] 12.1 – Apostila

HISTÓRIA DO BRASIL II

1) Proclamação da República:

A partir de 1880, vários episódios contribuíram para a queda da monarquia no Brasil. Primeiro, o endividamento após a Guerra do Paraguai que também contribuiu para o fortaleci­mento dos militares que eram republicanos e abolicionistas. Além disso, a elite agrária do Brasil passou a fazer forte opo­sição a Dom Pedro II, pois se sentiam prejudicados após a abolição da escravatura. E o crescimento da classe média que também era republicana. Foi assim que um levante militar dirigido por Marechal Deo­doro da Fonseca obrigou D. Pedro II a abdicar, no dia 15 de Novembro de 1889, proclamando a República no Brasil.

 

2) República dos Coronéis:

Os primeiros anos da república no Brasil foram caracteri­zados por forte autoritarismo dos governantes. Também podemos chamar este período de Oligarquia, que significa poucos no poder, no caso a elite rural que governava o Brasil. Era muito comum o voto de cabresto, onde o resultado das votações era combinado e muitas vezes alterados a favor das oligarquias. Não havia soberania popular, ou seja, a vontade da maioria não era respeitada.

Outro fator importante a ser considerado foi a Política do Café com Leite, quando o Partido Republicano Paulista (PRP) se une ao Partido Republicano Mineiro (PRM) para indicar os candidatos à presidência. Nesse período conhecido como República Velha (1889 – 1930) as cidades no Brasil não paravam de crescer. Movi­mentos operários eram cada vez mais constantes e greves eram organizadas e o ciclo da borracha viveu o seu auge. Economicamente o café passou por sua pior crise em 1929, no governo de Washington Luiz, gerando uma grande crise econômica, pois era o nosso principal produto exportado.

3) Fim da República Velha:

O ano de 1930 foi muito conturbado. O desentendimento do PRP com o PRM colocou fim a República do Café com Leite e tivemos uma forte disputa pelo poder. Júlio Prestes vence as eleições, mas após muita confusão, não pode assumir e Getúlio Vargas assume, em um governo provisório. Essa é a Revolução de 1930.

 

4) Getúlio Vargas – Governo Provisório (1930 – 1934):

O governo provisório de Vargas deveria durar até o rees­tabelecimento da ordem. E ele tomou medidas drásticas como anular a constituição e substituir os governadores dos Estados brasileiros por tenentes. Também tratou de resolver a crise do café, mandando quei­mar os estoques para reestabelecer a produção. Além disso, exercitou o populismo, com várias medidas que beneficia­vam as massas trabalhadoras, como a criação de um salário mínimo, ganhando apoio das massas populares, chegando a ser chamado de pai dos pobres.

O ano de 1932 foi marcado pela Revolução Constitucio­nalista de São Paulo, pois os paulistas que estavam fora do poder exigiam que a nova constituição brasileira fosse elabo­rada. Foi uma guerra civil, vencida pelo governo, deixando milhares de mortos. Porém, cedendo a pressões, Vargas inicia uma Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição Brasileira de 1934, que dava o direito de Vargas Governar até 1938.

 

5) Governo Constitucional de Vargas (1934 – 1937):

Este foi um período muito tenso do governo brasileiro, marcado pelo crescimento do Partido Comunista e do medo da população de uma Revolução Socialista, a exemplo da Revolução Russa. Algumas revoltas ocorreram, mas foram reprimidas pelo governo.

Pessoas ligadas ao governo de Vargas forjaram um plano comunista para tomar o poder no Brasil, chamado de Plano Cohen. Esse plano foi lido na radio para todo o Brasil e colo­cando a população em pânico. O resultado foi que Vargas mandou fechar a Câmara e o Senado e passa a governar sem limite de poderes. É o início do Estado Novo.

 

6) Estado Novo:

Esse foi um período de forte censura à imprensa. Vargas am­plia a legislação trabalhista, aumentando a sua popularidade e inicia um projeto de industrialização do Brasil. Com o início da 2ª Guerra Mundial, consegue o financia­mento de algumas empresas nacionais, como a CSN. Nesse período o Brasil entra na Guerra ao lado dos EUA. Com o Brasil estabilizado politicamente, Vargas anunciou as eleições para 1945. Havia dúvidas se ele permaneceria no cargo, mas foi eleito Eurico Gaspar Dutra e Vargas promete voltar “nos braços do povo”.

 

7) Governo de Dutra:

Esse governo foi marcado por forte oposição aos comunistas e o rompimento das ligações com a URSS. Dutra desenvol­veu o Plano SALTE, investindo principalmente em Saúde, Alimentação, Transporte e Energia.

 

8) O último governo de Vargas (1951 – 1954):

Nesse período a industrialização do Brasil era cobrada pela imprensa e pela população. Havia uma forte discussão para saber se isso seria feito com dinheiro nacional ou capital estrangeiro. Vargas continua com suas medidas populistas, e aumenta em 100% o salário mínimo, porém começa a levantar suspeitas se essas seriam medidas comunistas. Além disso, Vargas era uma ameaça real para a democracia, pois sempre procurou governar de maneira autoritária.

Um atentado a Carlos Lacerda, jornalista que criticava muito Vargas, derruba a popularidade do presidente e faz com que militares pensem em tomar o poder. Diante desta pressão, Getúlio Vargas escreve uma carta e comete suicídio. Então temos um período de comoção nacional, e quem criticava Vargas, passou a ser visto como responsável pelo suicídio pela população. Assume Café Filho, vice de Vargas, até as eleições, vencidas por Juscelino Kubitschek.

 

9) Governo de JK (1956 – 1960):

JK foi um dos presidentes mais populares do Brasil. Em sua política Nacional Desenvolvimentista, criou o Slogan “Cinquenta anos em cinco”. Onde o Brasil cresceria econo­micamente cinquenta anos em cinco de governo. Para isso facilitou a entrada de capital estrangeiro e tratou de incentivar a indústria. Em seu Plano de Metas tratou de investir em infraestrutura, dando destaque para o sistema rodoviário, pois queria incentivar a indústria automobilís­tica, que era estratégica para o crescimento industrial no Brasil. Foi no governo de JK que a nova capital, Brasília, foi construída. Após uma forte inflação e acusações de corrupção, JK perde popularidade e no processo eleitoral é eleito Jânio Quadros e o vice João Goulart.

 

10) Jânio Quadros (1961):

Jânio Quadros foi eleito com a promessa de varrer a corrup­ção do Brasil. A vassoura foi o símbolo da sua campanha. Em um governo muito confuso, conseguiu a oposição da esquerda e direita e em uma tentativa de golpe, manda o vice para a China e pede a renuncia, que é aceita pela Câmara.

 

11) João Goulart (1961 – 1964):

Após muito tumulto e incertezas João Goulart (o Jango) assume a presidência, mas no sistema Parlamentarista, que durou até 1963. Havia uma preocupação muito grande, sobretudo dos militares, se Jango seria uma porta aberta para o comunismo no Brasil. Em 1963, houve um plebiscito e a população escolhe a volta do Presidencialismo. João Goulart ganhou mais poderes e em março de 1964, inicia a sua Reforma de Base. Eram reformas que beneficiavam principalmente os mais pobres, e Jango sofre um Golpe Militar, que o retira do poder. É o início do período militar no Brasil.

 

12) Regime Militar (1964 – 1985):

O regime militar foi um período muito conturbado da história do Brasil. As maiores críticas são sempre feitas com relação à falta de democracia, liberdade de expressão, tortu­ras e misteriosos desaparecimentos de opositores. Os jovens do período manifestavam-se de diversas formas, mas os músicos ganharam bastante destaque e muitos deles foram exilados.

 

13) Marechal Castello Branco (1964 – 1967):

As principais marcas do governo de Castello Branco foi o Ato Institucional n°1, que entre outras coisas, determinou que as próximas eleições para presidente seriam indiretas, ou seja, sem a participação da população.

O Ato Institucional n°2 criou o bipartidarismo, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que era a oposição. O Ato Institucional n°3, foi mais um golpe contra a democracia, pois os gover­nadores seriam escolhidos pelos deputados e os prefeitos de cada município por sua vez deveriam ser escolhidos pelos governadores. Em outras palavras, a população não escolhia nenhum de seus principais representantes. O povo passou a fazer uma série de críticas, sobretudo dizendo que os atos não seguiam a constituição. Logo Castello Branco editou o Ato Institucional n°4, estabelecendo uma nova cons­tituição e legalizando os atos institucionais anteriores.

 

14) Marechal Artur da Costa e Silva (1967 – 1969):

Foi um governo marcado pelo endurecimento do sistema e muitas manifestações, principalmente dos mais jovens. Alguns desses movimentos optaram pela luta armada contra o Regime Militar. Para conter esses movimentos o governo editou o Ato Insti­tucional n°5, o mais famoso dos atos, conhecido como AI-5. Através desse ato o presidente poderia fechar todo o legislati­vo e o poder do executivo passou a ser maior que o judiciá­rio. Além disso, a imprensa passou a ser muito censurada.

 

15) General Emílio Médici (1969 – 1974):

Este governo foi marcado por forte repressão aos opositores, com varias prisões, pessoas torturadas e desaparecidas. Economicamente, tivemos o primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento, onde gigantescas construções começaram a ser realizadas ou foram concluídas, como a ponte Rio-Nite­rói, a usina de Itaipu e a Transamazônica.

É verdade que o Brasil passou a crescer muito nesse período, mas não podemos esquecer que foi graças a empréstimos internacionais. Embora muito repressor esse governo ganhou popularidade, pois além do crescimento econômico, tivemos algumas im­portantes conquistas esportivas. A seleção foi tricampeã em 1970, Emerson Fittipaldi foi bicampeão na F-1 e Eder Jofre foi campeão mundial no boxe.

 

16) General Ernesto Geisel (1974 – 1979):

Aqui tivemos o início da abertura, que segundo o presiden­te aconteceria lentamente, para poder ser controlada evi­tando a volta dos subversivos. Ainda assim, tivemos muitas mortes e presos políticos. Economicamente tivemos o Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento, onde a construção civil e o setor energé­tico do país passaram a receber muitos investimentos. Para reduzir a dependência do petróleo internacional, que passa­va por várias crises e elevação dos preços, o governo instituiu o Proálcool, quando o Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a usar o álcool como combustível.

 

17) General João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979 – 1985):

Figueiredo deu continuidade ao processo de abertura polí­tica, concedendo anistia e a volta do pluripartidarismo. A censura passou a ser cada vez menor e as críticas sobre as dificuldades econômicas do governo aumentaram. Surge a campanha “Diretas Já”, propondo uma emenda constitucional que permitisse o povo escolher o presidente. Essa proposta foi negada pelos militares, que indicaram dois candidatos. Paulo Maluf representando os militares e Tan­credo Neves, oposição. Este último saiu vencedor, mas por problemas de saúde morre antes de assumir. Em seu lugar assume o vice José Sarney. Foi o fim do regime militar.