[GER-LP] 29.1 – Apostila

REGÊNCIA NOMINAL E REGÊNCIA VERBAL

Regência é a parte da Gramática que estuda a relação de dependência que as palavras mantêm na frase. A regência pode ser nominal ou verbal.

1) Regência Nominal:

A regência nominal estuda os casos em que um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige um outro termo que lhe complete o sentido. De maneira geral, o complemento de um nome vem iniciado por uma preposição. A seguir, estão relacionados alguns nomes e as preposições que eles exigem.

Aflito com, por Apro a, para
Alheio a, de Férfil em, de
Aversão a, por Junto a, de
Contente com, de Lento em
Cruel para, com Simpatia a, por
Fácil de, para Suspeito de

 

2) Regência Verbal:

A regência verbal estuda a relação existente entre o verbo e o seu complemento (ou objeto).

Exemplo:

Dizemos, então, que o verbo “gostar” rege (ou exige) um objeto indireto.

Outro Exemplo:

Dizemos que o verbo “ganhar” pede um objeto direto.

⇒ Regência de alguns verbos

a) Verbo “obedecer”: é um verbo transitivo indireto e exige preposição “a”.

Exemplos:

Notas:
1º. O verbo “obedecer” embora seja transitivo indireto, admite a voz passiva.

2º. O verbo “desobedecer” tem a mesma regência que o verbo “obedecer”, ou seja, é um verbo transitivo indireto exigindo a preposição “a”.

 

b) Verbo “preferir”: esse verbo é transitivo direto e indireto, exige, portanto, dois objetos: um deles sem preposição (objeto direto) e o outro com a preposição “a” (objeto indireto).

Preferir alguma coisa a outra coisa.

Exemplos:

Atenção: São erradas frases como:

 

c) Verbo “pagar”: esse verbo tem duas regências diferentes:

⇒ Quando o objeto é um ser animado, ele exige preposição “a”, isto é, ele é verbo transitivo indireto.

Exemplo:

 

⇒ Quando o objeto é um ser inanimado, o verbo pagar é transitivo direto.

Exemplo:

 

Nota: Os verbos “perdoar” e “atender” têm as mesmas regências que o verbo “pagar”, ou seja:

a. Se o objeto for “animado”, ele será transitivo indireto.

Exemplo:

b. Se o objeto for “inanimado”, ele será transitivo direto.

Exemplo:

 

d) Verbos “simpatizar” e “antipatizar”: esses dois verbos são transitivos indiretos, exigindo objeto indireto iniciado pela preposição “com”.

Exemplos:

Nota: Esses dois verbos não são pronominais, isto é, não devem ser conjugados com pronome oblíquo.
Exemplo:

O certo é: Eu simpatizei com ela.

 

e) Verbos “esquecer” e “lembrar”: esses dois verbos apresentam as seguintes construções:

⇒ São verbos transitivos indiretos (exigem preposição “de”), quando acompanhados de pronome obliquo.

Exemplos:

 

⇒ São verbos transitivos diretos quando não são acompanhados de pronome obliquo.

Exemplos:

 

⇒ Há, ainda, uma outra construção menos usada atualmente, mas também correta:

Exemplos:

 

3) Regência de Outros Verbos:

a) Verbo “custar”: No sentido de “ser custoso”, “ser difícil”, esse verbo só pode ser usado na 3ª pessoa do singular.

Exemplos:

Custou-me acreditar na história.

3ª sing.

 

Não lhes custará nada fazer o trabalho.

3ª sing.

 

Nota: São erradas construções como:

• Eu custei a acreditar na história.
• Eles custam a fazer o trabalho.

 

b) Verbo “ensinar”: Esse verbo admite as seguintes construções:

i) Eu ensinei   –  lhes    o exercício.

v.t.d.i.       o.i.            o.d.

 

ii) Eu ensinei-lhe a estudar.

iii) Eu ensinei-o a estudar.

 

c) Verbo “informar”: Os verbos “informar” e “avisar” admitem as seguintes construções:

⇒ informar alguma coisa a alguém

Exemplo:

 

⇒ informar alguém de (sobre) alguma coisa

Exemplo: