[GER-BI] 3.1 – Apostila

REINOS

4) Reino Plantae/Vegetal:

Compreende os vegetais que são eucariontes, pluricelulares e autótrofos (fotossintetizantes). São seres que evoluíram a partir das algas e tiveram algumas adaptações para domina­rem o ambiente terrestre.

Fotossíntese:

É o processo químico realizado pelos autótrofos, na presença de luz, onde o CO2, H2O e substâncias inorgânicas são usadas para a produção de matéria orgânica (açúcar), que resulta também na liberação de O2. A fórmula geral é representada por 6 CO2 + 12 H2O → C6H12O6 + 6 O2 + H2O.

Para que a fotossíntese ocorra, é necessário que se tenha condi­ções favoráveis, como energia luminosa (luz solar), tempera­tura adequada, CO2, clorofila, água e sais minerais.

São classificadas em:

a) Briófitas

Vegetais bastante simples, conhecidos como mus­gos ou hepáticas. São organismos eucariontes, pluricelula­res, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares. Vivem em ambiente terrestre úmido, são de pequeno porte e avasculares (sem a presença de vasos condutores). Sua organização morfológica se dá por rizóides, caulóides, filoides, que desempenham as funções de raízes (absorção de nutrientes e sustentação), caules (sustentação) e folhas (fotossíntese e transpiração).

São dependentes da água para a reprodução, que ocorre através de alternância de gerações, ou metagênese. Os game­tófitos (formadores de gametas haploides) correspondem a fase duradoura. Com a água, os anterozoides “nadam” até a oosfera para ocorrer a fecundação. Nesse arquegônio cresce o esporófito (diploide) que parasita o gametófito, até liberar os esporos.

 

b) Pteridófitas

Vegetais que ainda apresentam caracterís­ticas primitivas, conhecidos como samambaias, avencas e xaxins. Diferentemente das briófitas, são espécies traqueófi­tas, ou seja, vasculares, o que lhes permitiu um porte mais elevado. Mesmo assim, ainda são espécies dependentes da água para a reprodução. Igualmente às briófitas, a reprodu­ção também ocorre pela alternância de gerações, mas desta vez, a fase duradoura é o esporófito.

Vasos condutores: 


Todas as substâncias presentes nos vegetais são transportadas através de um sistema de transporte, formados pelos chamados vasos condutores. Eles são o xilema, que leva a seiva bruta (água e substâncias inorgânica) para a copa das árvores, e o floema, que transporta seiva elaborada (substâncias orgâni­cas) da região da produção para as demais partes do vegetal.

c) Gimnospermas:

São os primeiros vegetais a efetivamente dominarem o ambiente terrestre, dada sua independência da água para a reprodução, graças ao surgimento dos grãos de pólen. Representadas pelos pinheiros, araucárias e sequóias. Possuem raiz, caule, folha e semente. Também possuem estróbilos, que são os ramos reprodutivos, conheci­dos como cones. Quando o cone masculino produz o pólen que fecunda, no cone feminino a oosfera, há a formação de sementes no estróbilo feminino. Essas sementes não são protegidas por frutos, ficando “nuas”.
(gymnos: nua; sperma: semente).

d) Angiospermas:

São os vegetais mais evoluídos, cuja prin­cipal característica é a proteção das sementes pelos frutos. Possuem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto.  As flores são folhas modificadas para a função de reprodução, e é onde se formam as sementes e frutos. São compostas de:

  • Cálice: sépalas – proteção externa
  • Corola: pétalas – atração
  • Androceu: formado por estames (masculino)
  • Gineceu: formado por pistilos (feminino)

No gineceu encontra-se:

  • Estigma: recebe grãos de pólen
  • Estilete: haste onde cresce tubo polínico
  • Ovários: contém os óvulos

Já no androceu tem-se:

  • Filete: haste que eleva o estame
  • Conectivo: prolongação do filete que sustenta antera
  • Antera: possui sacos polínicos

As Angiospermas são divididas em dois grupos: monocoti­ledôneas (capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas) e dicotiledôneas (feijão, amendoim, soja, ervi­lha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, abacatei­ro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, girassol e margarida).

Existem algumas diferenças entre esses dois grupos:

Característica Monocotiledôneas Dicotiledôneas
Nº de cotilédones na semente Um Dois
Nervura das folhas Paralelas Ramificadas
Tipo de raiz Fasciulada/Cabeleira Pivotante/Axial
Elementos florais Trímeras Tetrâmeras/Pentâneras
Disposição dos vasos condutores Feixes dispersos Feixes em círculos

A fecundação das flores ocorre quando o grão de pólen chega ao estigma e penetra através de um tubo polínico até o ovário. Para que isso ocorra, o pólen pode ser carregado pelo vento (anemofilia), pássaros (ornitofilia) ou insetos (entomofilia). Uma vez fecundado, o ovário formará o fruto, os óvulos e as sementes.

O fruto tem a função de proteger a semente para poder ser dispersada. É formado por três camadas, sendo o endocarpo (aderido à semente), mesocarpo (porção suculenta do fruto) e epicarpo (casca). Os frutos verdadeiros são originados pelo ovário da flor, e podem ser:

i) Carnosos: manga, azeitona, tomate, abobrinha, laranja

ii) Secos: vagem, feijão, coco, milho, arroz

Os chamados pseudofrutos são aqueles cuja parte comes­tível se origina do pedúnculo ou receptáculo floral. Estes podem ser simples (uma flor, um ovário), como no caso do caju, maçã e pera; composto (uma flor, vários ovários), como é o morango. Ou múltiplo/infrutescência (conjunto de flores), como ocorre com o abacaxi, amora, figo e jaca.