[GER-BI] 6.1 – Apostila

SISTEMAS HUMANOS

1) Sistema Digestório:

Necessário para absorção e assimilação dos nutrientes inge­ridos nos alimentos, possibilitando a busca por energia. Todo processo envolve uma ação física e uma ação quími­ca. Toda ação física está relacionada à função mecânica, de quebra e trituração dos nutrientes, que começa logo no início, na cavidade bucal. Já a ação química, envolve reações químicas que são potencializadas por proteínas especiais (enzimas) que aceleram essas reações.

A enzimas são específicas para cada reação, o chamado siste­ma “chave-fechadura”

Para que o alimento seja efetivamente quebrado em molé­culas pequenas, a ponto de serem absorvidos pelo corpo, é necessário que todo o alimento sofra ação física e química. Especificamente na ação química, é fundamental que ocorra uma variação de pH ao longo do trato digestório para garantir a completa quebra dos nutrientes. Assim, na boca o pH é neutro (7.0), garantindo ação direta sobre o amido e carboidratos. No estômago o pH torna-se ácido (2.0) devido ao ácido clorídrico, o que garante o efeito sobre as proteí­nas, enquanto que o pH básico/alcalino (8.0) do intestino, proporcionado pelo suco entérico, pancreático e a bile, é fundamental para a ação sobre as gorduras.

 

a) Composição do sistema digestório

O sistema digestório humano é formado pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino e ânus.

Na boca encontram-se os dentes, que em fase adulta são 32 e tem função de mastigar, rasgar e triturar o alimento. Além dele, a língua exerce importante papel gustativo através de suas papilas, e auxilia no processo da fala, mastigação e deglutição.

A faringe é a porção anatômica que serve tanto de passagem para o alimento quanto do ar. Para isso, existe uma válvula chamada epiglote, que é a responsável por guiar o alimento para o esôfago e o ar para a laringe. Quando ocorre a deglu­tição, a epiglote se fecha, impedindo a passagem do alimento para a laringe. Caso esse fechamento não seja bem feito, o corpo reage através da tosse, que visa expulsar o alimento da laringe fazendo-o voltar à faringe, para aí sim ser direciona­do ao esôfago.

No esôfago inicia-se toda a movimentação peristáltica, que empurra o alimento para o estômago, onde há produção de ácido clorídrico, altamente corrosivo. No entanto, um muco protetor garante a integridade das paredes estomacais. Se por ventura ocorrer um excesso de produção desse ácido, ou a pessoa apresentar um desequilíbrio fisiológico em função de um estresse, medicamentos, alimentos ácidos e café, por exemplo, essa proteção pode ser falha e ocasionar a chamada “queimação” ou “azia”, que reflete justamente a ação do ácido sobre as paredes estomacais, gerando gastrites e ulcrações. Há casos em que uma bactéria (Helicobacter pylori) pode infectar o estômago e desencadear ulcerações e gastrites.

E o chiclete?

Quando se mastiga um chiclete, automaticamente o corpo aumenta a produção de saliva, pois entende que irá engolir algum alimento. Com isso, o cérebro recebe a mensagem e en­via pra o estômago, que inicia a produção de ácido clorídrico. Como nada é ingerido, o ácido fica acumulado neste órgão, o que pode gerar gastrites e ulcerações ao longo do tempo.

Depois de processado no estômago, o alimento passa para o intestino, que é dividido em duas porções: delgado e grosso. No intestino delgado é onde ocorre todo o processo de absorção de água e dos nutrientes que foram quebrados até então. Para isso, existem vilosidades intestinais que aumen­tam a superfície de absorção, possibilitando maior contato dessas células com os nutrientes. Na porção do intestino grosso, há uma reabsorção da água, otimizando a captação desse recurso. O que não é aproveitado, é eliminado sob a forma de fezes pelo ânus.

Bolo alimentar + Suco gástrico = QUIMO

Quimo + Suco pancreático + Suco entérico + Bile = QUILO

 

E o tal do apêndice?

É um órgão vestigial, repleto de bactérias, que teria a função de auxiliar no processo de digestão de vegetais. Em bebês, auxiliam na produção de anticorpos durante os anos iniciais de vida.

Paralelamente, todo o trato digestório é auxiliado por uma série de glândulas anexas que otimizam ainda mais o proces­so de digestão. Dentre elas destacam-se:

i) Glândulas salivares: responsáveis pela produção de sali­va, que tem a função de umidificar o alimento, favorecendo sua trituração na boca, além de produzir a enzima ptialina/amilase salivar, que atua sobre os carboidratos.

ii) Fígado: órgão responsável pela produção da bile, que atua emulsificando as moléculas de gordura, quebrando-a em go­tículas menores, como se fosse um detergente, para facilitar a ação das lipases. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar.

iii) Pâncreas: órgão que tem como função a produção do suco pancreático, que possui enzimas que digerem as proteínas, os carboidratos e as gorduras. Além disso, no pâncreas a libera­ção bicarbonato de sódio, para neutralizar a acidez do quimo.